Eficiência de aeroportos concessionados no Brasil: uma abordagem integrada com externalidades e DEA
DOI:
https://doi.org/10.58922/transportes.v34.e3242Palavras-chave:
Análise Envoltória de Dados, Aeroportos concessionados, Externalidades, Pontualidade, Emissões atmosféricasResumo
Este estudo avalia a eficiência técnica de 56 aeroportos concessionados brasileiros, isto é, aeroportos operados pela iniciativa privada sob regime de concessão, entre 2018 e 2023, utilizando análise envoltória de dados (DEA) orientada a produto com retornos constantes de escala (CCR) em três modelos progressivos: operacional puro (R1), com pontualidade como produto adicional (R2) e com emissões atmosféricas como produto indesejável (R3). As observações aeroporto-ano são estratificadas em quatro grupos conforme uma adaptação da classificação regulatória RBAC 153, definida por faixas de movimentação anual de passageiros. A eficiência média cresce de 0,554 em R1 para 0,837 em R3, evidenciando que métricas puramente operacionais subestimam aeroportos que gerenciam externalidades. Em R1, aeroportos de porte intermediário (G2 e G3) superam os grandes hubs (G4), cujo excesso de capacidade instalada deprime os escores. A pandemia de COVID-19 reduziu a zero o percentual de aeroportos na fronteira em 2020. A pontualidade elevou a eficiência relativa de aeroportos de menor porte, enquanto a inclusão de emissões inverteu a hierarquia, favorecendo os grandes hubs por economias de escala ambiental. Os resultados sugerem subsídios para políticas regulatórias que integrem externalidades às métricas de desempenho contratual.
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Última atualização: 27.11.2025




