Transportes
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<p><strong>Sobre a Transportes </strong></p> <blockquote> <p><strong>Transportes</strong> (ISSN: 2237-1346) <span style="font-weight: 400;">é o periódico oficial da Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transportes (ANPET) e publica artigos originais sobre temas relacionados à Engenharia de Transportes, com um rigoroso <a href="https://www.revistatransportes.org.br/anpet/policies#processo" target="_blank" rel="noopener">processo de revisão por pares</a> e <a href="https://www.revistatransportes.org.br/anpet/policies#politica_acesso_aberto" target="_blank" rel="noopener">acesso aberto</a> (veja </span><a href="https://www.revistatransportes.org.br/anpet/policies#missao"><strong>Missão e Escopo</strong></a>).</p> </blockquote> <p><strong>Editor geral</strong> | Conheça a <a href="https://www.revistatransportes.org.br/anpet/sobre#editorial-team"><span style="font-weight: 400;"><strong>Equipe Editorial</strong></span></a> completa</p> <blockquote> <p><strong>Prof. Dr. Claudio Barbieri da Cunha</strong><a href="https://orcid.org/0000-0002-9950-2830"><img src="https://www.revistatransportes.org.br/public/site/images/lepidus/orcid-logo.png" alt="" width="19" height="19" /></a> <br />Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil</p> </blockquote> <p><strong>Informações gerais</strong></p> <blockquote> <p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.revistatransportes.org.br/anpet/policies#politica_acesso_aberto" target="_blank" rel="noopener"><strong>Acesso livre para leitores</strong></a> via <a href="https://www.revistatransportes.org.br/anpet/manuscritos#taxa">taxa de processamento de artigos</a> </span><br /><span style="font-weight: 400;"><strong>24 dias</strong> em média para a primeira decisão editorial (2024 – presente)</span><br /><span style="font-weight: 400;"><strong>240 dias</strong> em média para aceitação final (2024 – presente)</span><br />Taxa de aceitação: <strong>26%</strong> (2024 – presente)</p> </blockquote> <p><strong>Chamadas para artigos</strong></p> <blockquote> <p>Nenhuma chamada de artigos em vigor. </p> </blockquote>Associação Nacional de Pesquisa e Ensino em Transportes (ANPET)pt-BRTransportes2237-1346<div class="termos-licenca-article"> <p>Ao submeter um manuscrito para publicação neste periódico, todos os seus autores concordam, antecipada e irrestritamente, com os seguintes termos:</p> <ol> <li>Os autores mantém os direitos autorais e concedem à <strong>Transportes</strong> o direito de primeira publicação do manuscrito, sem nenhum ônus financeiro, e abrem mão de qualquer outra remuneração pela sua publicação pela ANPET.</li> <li class="show" aria-level="1">Ao ser publicado pela <strong>Transportes</strong>, o manuscrito fica automaticamente licenciado sob a Licença <a href="https://creativecommons.org/licenses/by/4.0/" target="_blank" rel="noopener">Creative Commons CC BY 4.0</a>. Esta licença permite o seu compartilhamento com reconhecimento da autoria e da publicação inicial neste periódico.</li> <li class="show" aria-level="1">Os autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para<strong> distribuição não exclusiva</strong> da versão do trabalho publicada neste periódico (por ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento da publicação inicial na <strong>Transportes</strong>, desde que tal contrato não implique num endosso do conteúdo do manuscrito ou do novo veículo pela ANPET.</li> <li class="show" aria-level="1">Os autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu manuscrito <em>online </em>(por ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) depois de concluído o processo editorial. Como a <strong>Transportes</strong> é de <strong>acesso livre</strong>, os autores são estimulados a usar links para o DOI do artigo nesses casos.</li> <li class="show" aria-level="1">Os autores garantem que obtiveram todas as permissões necessárias dos empregadores para a publicação e o licenciamento CC BY 4.0 do manuscrito, especialmente se o empregador possuir alguma reivindicação sobre os direitos autorais do manuscrito. Os autores assumem total responsabilidade por questões de direitos autorais relacionadas ao empregador, isentando a ANPET e a Transportes de qualquer responsabilidade relacionada.</li> <li class="show" aria-level="1">Os autores assumem toda responsabilidade sobre o conteúdo do manuscrito, incluindo as devidas e necessárias autorizações para divulgação de dados coletados e resultados obtidos, isentando a ANPET e a <strong>Transportes </strong> de toda e qualquer responsabilidade neste sentido.</li> </ol> <p style="font-weight: 400; text-align: right; font-size: 90%;">Última atualização: 27.11.2025</p> </div>Desempenho de pavimentos asfálticos: comparação entre previsões MeDiNa, ensaios HVS e dados de tráfego real
https://transportes.anpet.org.br/anpet/article/view/3090
<p>A previsão do desempenho de pavimentos asfálticos é uma tarefa complexa da Engenharia de Pavimentos, exigindo ensaios laboratoriais e bancos de dados de trechos experimentais capazes de captar a parcela empírica do comportamento estrutural. Assim, esta pesquisa avaliou três segmentos experimentais implantados na BR-116, no Rio Grande do Sul, denominados A, B e C, distintos pelo tipo de ligante asfáltico (CAP 50/70, AMP 55/75 e AMP 60/85) e pela espessura do revestimento (5 cm nos segmentos A e B e 14 cm no segmento C). Os segmentos foram solicitados pelo tráfego real e por um simulador do tipo <em>Heavy</em> <em>Vehicle</em> <em>Simulator </em>(HVS). Também foram realizados ensaios laboratoriais para determinação de parâmetros de rigidez e dano, permitindo a aplicação do Método de Dimensionamento Nacional (MeDiNa). A evolução da fadiga em campo foi comparada às curvas obtidas a partir da porcentagem de área trincada simulada no MeDiNa. O Segmento B apresentou melhor compatibilidade entre as metodologias. Nos segmentos A e C observaram-se divergências entre os resultados do HVS, tráfego real e MeDiNa. Assim, não houve compatibilidade global entre as abordagens, indicando a necessidade de aprimoramento do protocolo de utilização do simulador, possivelmente associada às condições climáticas locais e à natureza da solicitação.</p>Mauricio Silveira dos SantosLuciano Pivoto SpechtDeividi da Silva PereiraLucas Dotto BuenoMárcio Muniz de FariasLuiz Guilherme Rodrigues de MelloLorenzo Chaves PachecoPaula Taiane Pascoal
Copyright (c) 2026 Mauricio Silveira dos Santos, Luciano Pivoto Specht, Deividi da Silva Pereira, Lucas Dotto Bueno, Márcio Muniz de Farias, Luiz Guilherme Rodrigues de Mello, Lorenzo Chaves Pacheco, Paula Taiane Pascoal
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2026-03-162026-03-1634e3090e309010.58922/transportes.v34.e3090Automatização da roteirização multimodal para a logística de última-milha em favelas
https://transportes.anpet.org.br/anpet/article/view/3142
<p>O crescimento urbano e a expansão do e-commerce aumentaram os desafios logísticos em favelas, onde a infraestrutura precária e a ausência de mapeamento detalhado dificultam as entregas de última-milha. A adoção de uma abordagem multimodal baseada em análises espaciais pode reduzir as emissões de gases de efeito estufa (GEE) e melhorar a eficiência da distribuição em áreas de difícil acesso. No entanto, a execução desses processos ainda depende de métodos manuais, limitando sua replicabilidade. Este estudo implementa a roteirização multimodal automatizada por meio de ferramentas em ambiente SIG, permitindo o processamento encadeado de dados geoespaciais e de entregas de maneira sistemática. A integração de dados LiDAR com o OpenStreetMap possibilita o mapeamento da malha viária (ruas e vielas), bem como sua caracterização (declividades e largura) e definição dos modos mais adequados (a pé, bicicleta, drone e motocicleta), priorizando opções ambientalmente sustentáveis. Os resultados incluem a alocação eficiente das modalidades, redução da distância percorrida pela motocicleta e redução da emissão de CO<span style="font-size: 10.5px;">2</span> em 32%. A principal contribuição deste estudo é a criação de um fluxo de processamento replicável e escalável, permitindo que a metodologia seja replicada a outras comunidades, tornando as operações logísticas de última-milha em favelas mais eficientes e sustentáveis.</p>Lara SilvaMilena de Campos SoaresOrlando Fontes Lima JúniorJanaina Antonino PintoHenrique Candido de OliveiraLuciano Aparecido Barbosa
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2026-08-212026-08-2134e3142e314210.58922/transportes.v34.e3142Uso de resíduo fresado de pavimento asfáltico para melhoria de solo laterítico argiloso em base de rodovias
https://transportes.anpet.org.br/anpet/article/view/3174
<p>O aumento da produção de resíduo fresado de pavimento asfáltico tem promovido a necessidade de realizar pesquisas sobre seu reaproveitamento na construção de camadas de suporte em obras rodoviárias, visando ganhos ambientais e econômicos. Este trabalho apresenta uma investigação de compósitos formados por solo laterítico argiloso e resíduo fresado de pavimento asfáltico (RFPA) nas proporções de 100/0, 75/25, 50/50 e 25/75 (solo/RFPA, percentual em massa), realizada por meio de ensaio de compactação de Proctor na energia modificada, cisalhamento direto, e módulo de resiliência. A presença do RFPA nos compósitos conferiu melhorias no comportamento mecânico às misturas 75/25 e 50/50, evidenciada por módulos resilientes, coesões e ângulos de atrito maiores. Ademais, os ensaios demonstraram que as amostras com adição de 50% de RFPA fornece melhor equilíbrio entre a rigidez dinâmica e a resistência ao cisalhamento, recomendando-se seu uso em bases de pavimentos.</p>Gustavo Antezana FajardoClara Souza de OliveiraRafael Ribeiro PlácidoTiago de Jesus SouzaFernando Luiz Lavoie
Copyright (c) 2026 Gustavo Antezana Fajardo, Clara Souza de Oliveira, Rafael Ribeiro Plácido, Tiago de Jesus Souza, Fernando Luiz Lavoie
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2026-02-272026-02-2734e3174e317410.58922/transportes.v34.e3174Desempenho de pontes sob cheias extremas e lacunas regulatórias: evidências das cheias de 2024 no Rio Grande do Sul
https://transportes.anpet.org.br/anpet/article/view/3234
<p>As enchentes extremas de 2024 no Rio Grande do Sul (RS) afetaram mais de 1.300 pontes rodoviárias, configurando um dos maiores episódios de comprometimento da infraestrutura viária no Brasil. Este estudo analisa 13 pontes danificadas na região central do RS, confrontando evidências de campo, modelagem hidrológica-hidráulica com critérios normativos vigentes (ABNT, DNIT e DAER-RS) e recomendações de adaptação climática da Nota Técnica IPH-UFRGS (2024). Os resultados sugerem que a magnitude da vazão de pico, isoladamente, não explica plenamente os danos observados, indicando a necessidade de considerar mecanismos hidráulico-estruturais adicionais. Abordagens simplificadas, baseadas em escoamento uniforme e velocidades médias, mostraram-se insuficientes para representar as solicitações hidrodinâmicas. Medições de campo indicaram velocidades desuniformes superiores a 6,0 m.s<sup>-1</sup>. Processos erosivos ocorreram em 77% das pontes e submersão total da superestrutura em cerca de 85% dos casos. Também foram observados efeitos associados ao acúmulo de detritos, obstrução hidráulica, instabilidade de margens e limitação da altura livre. A comparação com diretrizes internacionais reforça a necessidade de critérios orientados por desempenho e risco, especialmente para condições associadas a eventos extremos.</p>Yamila Soledad ChicheritDaniel Gustavo Allasia PiscilliJose Vasconcelos NetoAndré LübeckRutinéia TassiMagnos BaroniJoão Francisco Carlexo HornLaisa Cancian
Copyright (c) 2026 Yamila Soledad Chicherit, Daniel Gustavo Allasia Piscilli, Jose Vasconcelos Neto, André Lübeck, Rutinéia Tassi, Magnos Baroni, João Francisco Carlexo Horn, Laisa Cancian
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2026-09-172026-09-1734e3234e323410.58922/transportes.v34.e3234O OpenStreetMap pode mapear a rede de transporte escolar do Brasil? Uma análise baseada nas rotas rurais e urbanas existentes
https://transportes.anpet.org.br/anpet/article/view/3118
<p>A falta de dados confiáveis é um dos principais desafios no planejamento do sistema de transporte escolar no Brasil, especialmente em áreas rurais. Entre os dados mais críticos está a malha viária, pois serve de base para calcular as distâncias percorridas pelos alunos e a otimização das rotas de ônibus. Nesse contexto, o OpenStreetMap (OSM), plataforma livre, surge como alternativa ao disponibilizar dados viários abertos. No entanto, partes da malha estão ausentes ou desconectadas, principalmente nas regiões rurais. Essas lacunas limitam o uso efetivo do OSM em ferramentas de transporte, já que algoritmos podem falhar ao tentar alcançar determinados locais, especialmente os mais remotos. Para avaliar a completude da rede, este estudo analisou 7.159 rotas de transporte escolar provenientes do Sistema Eletrônico de Gestão do Transporte Escolar brasileiro. Em média, 91,84% do comprimento das rotas está coberto, mas apenas 32% delas estão totalmente representadas no OSM (100% de sua extensão). As lacunas mais frequentes aparecem em rotas aquaviárias, mistas e nos trechos finais, como estradas locais que levam até as residências dos estudantes. Compreender essas limitações é essencial para aprimorar o uso do OSM em ferramentas de transporte e ampliar o acesso à educação para os alunos do transporte escolar.</p>Marcos Paulino Roriz JuniorWiller Luciano CarvalhoDjailson Dantas Medeiros
Copyright (c) 2026 Marcos Paulino Roriz Junior, Willer Luciano Carvalho, Djailson Dantas Medeiros
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2026-02-032026-02-0334e3118e311810.58922/transportes.v34.e3118Uso de aprendizado de máquina probabilístico para avaliação da deformação permanente em misturas asfálticas
https://transportes.anpet.org.br/anpet/article/view/3165
<p>A deformação permanente é um defeito que afeta a durabilidade e a qualidade dos pavimentos asfálticos, sendo influenciada pelas propriedades do ligante e dos agregados que compõem as misturas asfálticas usadas em revestimentos. O ensaio uniaxial de carga repetida, cujo resultado é o <em>Flow</em> <em>Number</em>, é usado para avaliar a resistência da mistura à deformação permanente. Uma alternativa a esse ensaio é a aplicação de algoritmos de aprendizado de máquina, uma abordagem que permite prever o nível de tráfego equivalente ao <em>Flow</em> <em>Number</em> a partir de dados de parâmetros das misturas. Outra opção é a aplicação de modelos probabilísticos, que consideram a incerteza das variáveis previstas. Dentre eles, destacam-se os Processos Gaussianos, que se sobressaem com uma pequena quantidade de dados. Este trabalho tem como objetivo avaliar o desempenho de diferentes modelos probabilísticos na classificação de misturas asfálticas com relação à deformação permanente, auxiliando na seleção de materiais e no dimensionamento de pavimentos. Construiu-se um banco de dados com 252 misturas, por meio da coleta de informações de ensaios laboratoriais. Aplicaram-se modelos de regressão e classificação para prever o nível de tráfego equivalente, obtendo resultados que demonstram a viabilidade dessa abordagem, alcançando uma acurácia de até 90%.</p>Pedro Luiz Ribeiro RochaJorge Barbosa SoaresIuri Sidney BessaCésar Lincoln Cavalcante MattosCarlos David Rodrigues Melo
Copyright (c) 2026 Pedro Luiz Ribeiro Rocha, Jorge Barbosa Soares, Iuri Sidney Bessa, César Lincoln Cavalcante Mattos, Carlos David Rodrigues Melo
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2026-06-092026-06-0934e3165e316510.58922/transportes.v34.e3165Modelos preditivos utilizados para estimar o módulo resiliente do solo de subleito para o dimensionamento de pavimentos
https://transportes.anpet.org.br/anpet/article/view/3209
<p>A obtenção do módulo de resiliência (MR) dos solos e do subleito para uso em dimensionamento mecanístico-empírico de pavimentos, como o MeDiNa, é um processo complexo e oneroso, devido aos elevados custos de aquisição e operação dos equipamentos triaxiais de cargas repetidas. Este estudo investigou o uso de redes neurais artificiais (RNAs) para a criação de modelos de previsão do MR dos solos com base em suas propriedades índices. Foi criado um banco de dados para a modelagem a partir de conjuntos de dados experimentais, obtidos no estado do Ceará, Brasil. Os resultados indicaram que as RNAs são capazes de prever o MR dos solos com baixo erro (com correlação de 0,9878 para o conjunto de dados de teste). Esses resultados foram utilizados para gerar estimativas que podem ser incluídas em uma abordagem integrada ao método de dimensionamento mecanístico-empírico de pavimentos no Brasil (MeDiNa), reduzindo tanto os custos financeiros quanto o tempo de execução dos projetos, especialmente para o dimensionamento de rodovias de baixo volume de tráfego.</p>Antonio Júnior Alves RibeiroCarlos Augusto Uchôa da Silva Suelly Helena de Araújo Barroso João Paulo Ferreira de LacerdaPedro Mateus Santos Oliveira
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2026-05-202026-05-2034e3209e320910.58922/transportes.v34.e3209Difusão de veículos autônomos sob incerteza em cenários nacionais e regionais no Brasil
https://transportes.anpet.org.br/anpet/article/view/3143
<p>A transição global para a mobilidade com veículos automatizados e autônomos (VAs) representa um desafio para o planejamento de transportes, exigindo a análise de cenários de introdução e disseminação na frota. Pesquisas internacionais indicam longos períodos de transição e incertezas quanto à adoção plena de VAs, devido a barreiras como custos adicionais, questões de segurança e coexistência com veículos tradicionais. No Brasil, a projeção e os cenários de introdução e disseminação de VAs na frota circulante são temas incipientes. Este artigo apresenta uma análise de cenários de introdução e disseminação de VAs na frota brasileira de automóveis ao longo das próximas décadas. Propõe-se um modelo baseado na projeção de vendas de novos veículos e a disponibilidade de tecnologias de automação no mercado nacional. Os resultados indicam que a participação de VAs na frota brasileira será gradual e de longo prazo. Nos cenários mais favoráveis, as simulações indicam que veículos totalmente autônomos não devem ultrapassar 50% da frota circulante do Brasil até 2060, prevendo a coexistência de diferentes níveis de automação. Essas projeções reforçam a necessidade de planejamento estratégico de longo prazo para a transição veicular no país, com desafios regulatórios e de infraestrutura inerentes a um cenário de frota mista.</p>Alexandre Rodrigues SeixasClaudio Luiz MarteCassiano Augusto IslerEdvaldo Simões da Fonseca JuniorLeopoldo Rideki Yoshioka
Copyright (c) 2026 Alexandre Rodrigues Seixas, Claudio Luiz Marte, Cassiano Augusto Isler, Edvaldo Simões da Fonseca Junior, Leopoldo Rideki Yoshioka
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2026-09-152026-09-1534e3143e314310.58922/transportes.v34.e3143Avaliação do impacto da política de gestão de velocidade em Fortaleza com a análise fatorial de dados mistos
https://transportes.anpet.org.br/anpet/article/view/3195
<p>Os sinistros de trânsito têm sido uma das principais causas de lesões e mortes, constituindo um problema de saúde pública global. Incorporada à Abordagem de Sistemas Seguros, a Política de Gestão de Velocidade (PGV) de uma região é desvelada por meio de estratégias de infraestrutura, educação, comunicação e fiscalização, muitas vezes assíncronas e não integradas. Estas características e a necessidade de definir métricas e um método integrado de avaliação dificulta análises objetivas do sucesso dessas políticas no comportamento de risco dos motoristas. Esta pesquisa teve como objetivo avaliar o impacto das intervenções implementadas na Política de Gestão de Velocidade sobre a ocorrência de excesso de velocidade em Fortaleza entre 2015 e 2022. Foi utilizada uma Análise Fatorial de Dados Mistos, cujos resultados foram incorporados a um modelo de regressão logística binária e interpretados a partir de seus efeitos marginais médios. Os resultados indicam que as variáveis da PGV — especialmente nas áreas de Infraestrutura, Fiscalização e Educação — estão associadas a reduções entre 3% e 5% de excesso de velocidade por eixo de atuação nos períodos analisados.</p>Iane de Lira BezerraFlávio José Craveiro Cunto
Copyright (c) 2026 Iane de Lira Bezerra, Flávio José Craveiro Cunto
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2026-04-092026-04-0934e3195e319510.58922/transportes.v34.e3195Uma abordagem sustentável para solucionar o problema de roteirização em serviços de transporte: uma avaliação da poluição veicular
https://transportes.anpet.org.br/anpet/article/view/3048
<p>Este estudo aborda uma questão complexa na gestão de serviços de transporte, com foco na poluição veicular dentro da estrutura do Problema de Roteirização da Poluição (PRP). Examina como os custos diretos de combustível e as emissões de gases de efeito estufa (GEE) são influenciados pela distância percorrida, declives da via e velocidade do veículo. A pesquisa concentra-se no serviço de coleta de resíduos sólidos urbanos (RSU) em Miraporanga, gerenciado por Uberlândia, Brasil. Utilizando ferramentas de SIG (Sistemas de Informação Geográfica), o estudo avalia rotas de coleta de resíduos para minimizar as emissões de GEE. Devido à natureza multifacetada dos custos e fatores de transporte, um Processo Analítico Hierárquico (AHP) foi empregado para classificar as variáveis do projeto de forma eficaz. A pesquisa comparou duas abordagens de roteirização: caminho mais curto e caminho mais plano, utilizando uma fórmula de custo de implementação ponderado para determinar qual rota é mais sustentável. Os resultados revelam uma redução de 8% nas emissões de GEE por coleta. Além disso, a aplicação do PRP mostrou uma redução de 16% no consumo de combustível ao otimizar a distância, a velocidade e os declives da via.</p>Gabriel Henrique Carvalho RezendeRaquel Naiara Fernandes Silva
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2026-04-092026-04-0934e3048e304810.58922/transportes.v34.e3048Avaliação do impacto da pandemia de COVID-19 no transporte público por ônibus no município do Rio de Janeiro
https://transportes.anpet.org.br/anpet/article/view/3135
<p>A pandemia de COVID-19 provocou mudanças no comportamento de viagens decorrentes das medidas de distanciamento social. Este estudo tem como objetivo avaliar os efeitos dessas mudanças na demanda do transporte público por ônibus no município do Rio de Janeiro. Utilizando dados públicos, foram aplicadas técnicas de modelagem de séries temporais e análise exploratória. A análise da série temporal do número de passageiros transportados evidenciou uma redução de 704 milhões de passageiros em comparação com valores previstos do cenário contrafactual sem a pandemia entre março de 2020 e dezembro de 2022. Além disso, observou-se um aumento contínuo da frota de veículos individuais nos últimos anos e uma redução de 8,4% na média mensal do fluxo de veículos depois da pandemia em comparação ao período anterior. Nos primeiros meses do período pandêmico, houve maior adoção do trabalho remoto. Esses resultados destacam alguns impactos nos perfis de deslocamento decorrentes da crise sanitária.</p>Gabriela Maciel WagnerLino Guimarães Marujo
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2026-09-032026-09-0334e3135e313510.58922/transportes.v34.e3135Estimativa de velocidades médias em Fortaleza: comparação entre radares de fiscalização e a API Google Distance Matrix
https://transportes.anpet.org.br/anpet/article/view/3166
<p>A gestão de tráfego urbano requer dados de tempo de viagem confiáveis. Fontes de dados massivos, como APIs comerciais, são alternativas de baixo custo a sensores físicos, mas as discrepâncias entre elas, especialmente em cidades de países em desenvolvimento, precisam ser mais bem compreendidas. Este artigo realiza uma análise comparativa pareada entre as estimativas de velocidade média da API Distance Matrix do Google e as de sensores de fiscalização eletrônica (FE). O estudo cobriu 47 trechos urbanos em Fortaleza durante o pico da manhã em 69 dias úteis. Os resultados revelam forte correlação (r > 0,93) para amostras com pelo menos 25 veículos coletados em 15 minutos, validando a API em condições de maior fluxo. Contudo, foi identificado um viés dependente da velocidade: a API tende a superestimar em até +4,0 km/h as velocidades em tráfego lento e a subestimá-las em até −6,5 km/h em regimes de maior fluidez. Nas velocidades mais frequentes (10–40 km/h), as diferenças ficaram na faixa de −3,1 a +2,4 km/h.</p>Marco Antonio Machado de AraújoManoel Mendonça de Castro Neto
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2026-09-152026-09-1534e3166e316610.58922/transportes.v34.e3166Consistência entre avaliadores em auditorias de segurança viária: Evidências de avaliações em campo e híbridas
https://transportes.anpet.org.br/anpet/article/view/3223
<p>As Auditorias de Segurança Viária são instrumentos centrais no gerenciamento proativo de riscos em infraestrutura de transportes, embora sua efetividade possa ser afetada pela variabilidade entre avaliadores e pelo julgamento subjetivo. Este estudo avaliou empiricamente a variabilidade, consistência e confiabilidade em dois modos de inspeção: inspeções presenciais convencionais e inspeções híbridas que combinam avaliação virtual com verificação direcionada em campo. Seis auditores examinaram um trecho de 10 km da rodovia BR-116, em São Paulo, Brasil, utilizando uma lista de verificação com 126 itens. A análise estatística, baseada no Índice de Dispersão Relativa (RDI) e no Coeficiente de Correlação Intraclasse (ICC, efeitos aleatórios bidirecionais, concordância absoluta), indicou confiabilidade moderada para inspeções presenciais (ICC = 0,584), boa confiabilidade para inspeções híbridas (ICC = 0,824) e confiabilidade geral moderada (ICC = 0,629). As inspeções híbridas mostraram maior consistência, com variabilidade associada à complexidade interpretativa dos itens. Os resultados oferecem evidências que apoiam abordagens híbridas, promovendo práticas de auditoria mais reprodutíveis, escaláveis e transparentes.</p>Rogério Lemos RibeiroGiulliano Renato MolineroPedro Henrique Vicentini da SilvaBarbara Stolte BezerraMichelle Andrade
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2026-08-212026-08-2134e3223e322310.58922/transportes.v34.e3223Análise dos componentes de degradação do IRI no HDM-4 sob diferentes condições climáticas e estruturais
https://transportes.anpet.org.br/anpet/article/view/3113
<p>A irregularidade longitudinal (IRI) é um dos principais indicadores da condição funcional dos pavimentos e serve como parâmetro para o planejamento de manutenções pelas entidades rodoviárias. A preservação da qualidade da superfície viária está diretamente associada à segurança, ao conforto dos usuários e à redução dos custos operacionais. Assim, prever a evolução do IRI ao longo do tempo permite otimizar a alocação de recursos e o planejamento de intervenções. Este estudo tem como objetivo identificar e quantificar, por meio do modelo <em>Highway Development and Management </em>(HDM-4), a contribuição dos mecanismos de degradação do IRI (ambiental, estrutural, trincamento, afundamento e panelas), considerando variáveis como clima, volume de tráfego, tipo de pavimento, número estrutural e espessura de revestimento. Foram analisadas cinco calibrações específicas, obtidas a partir de dados reais de rodovias, além da calibração padrão do software, em cenários simulados sem manutenção corretiva. Os resultados indicam que a combinação entre altas temperaturas e maiores amplitudes térmicas acelera a degradação ambiental e estrutural, enquanto o aumento do tráfego intensifica os efeitos de trincamento e afundamento. Pavimentos com menor número estrutural e revestimento mais delgado apresentaram evolução mais rápida do IRI, evidenciando a influência conjunta das condições climáticas e estruturais na durabilidade dos pavimentos.</p>Diego Rios de AndradeCarlos Yukio SuzukiCarine Molz
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2026-02-232026-02-2334e3113e311310.58922/transportes.v34.e3113Resíduos da indústria de rochas ornamentais em misturas de solos para aplicações geotécnicas: uma revisão de literatura
https://transportes.anpet.org.br/anpet/article/view/3155
<p>A Indústria de Rochas Ornamentais (IRO), um importante setor econômico no Brasil e em outros países, enfrenta desafios significativos para realizar o descarte ambiental dos seus resíduos. A IRO gera anualmente grandes quantidades de Resíduo de Rocha Ornamental (RRO), ainda tratado como inservível. Este estudo investiga a aplicação geotécnica do RRO como um material de construção sustentável, alinhado aos princípios da economia circular. O RRO é um material de granulometria fina, predominantemente siltoso, cujas propriedades mineralógicas e químicas são ditadas pela rocha matriz, como granito ou mármore. Geralmente classificado como um resíduo não perigoso (Classe II-B) pelo sistema de normas brasileiro, o RRO oferece potencial para a estabilização de solos. A incorporação de RRO em solos pode resultar em mudanças significativas em suas propriedades geotécnicas, reduzindo consistentemente os limites de Atterberg e o Índice de Plasticidade (IP), o que melhora de plano sua trabalhabilidade, e aumentando a densidade máxima aparente seca. Embora o efeito nos parâmetros de compactação seja complexo e dependa das proporções da mistura, a resistência mecânica apresenta melhorias regulares para boa parte dos casos. </p>João Renato Remede PrandinaMárcio Muniz de Farias
Copyright (c) 2026 João Renato Remede Prandina, Márcio Muniz de Farias
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2026-03-102026-03-1034e3155e315510.58922/transportes.v34.e3155Modelagem de corredores exclusivos para ônibus em microssimuladores com base em perfis de velocidade derivados de GPS
https://transportes.anpet.org.br/anpet/article/view/3207
<p>A calibração de modelos de microssimulação para corredores exclusivos de ônibus ainda enfrenta limitações devido à falta de dados reais sobre a variação de velocidades dos veículos. Este estudo propõe um método para estimar perfis espaciais de variação de velocidade com base em dados de sistemas de localização automática de veículos (AVL). Esses perfis foram utilizados para calibrar o modelo de car-following de Gipps no software Aimsun Next. A aplicação em um corredor BRT de Fortaleza revelou que os perfis estimados capturam bem as variações esperadas de velocidade no comportamento dos ônibus ao longo do corredor. Entretanto, a calibração e validação revelaram discrepâncias atribuídas à variabilidade nas operações, especialmente nos volumes e tempos de embarque e desembarque dos passageiros nas paradas, bem como em falhas na coordenação semafórica, o que evidencia a necessidade de ajustes no modelo. O método proposto demonstra o potencial do uso de dados de GPS na calibração de microssimuladores, contribuindo para avanços na modelagem e avaliação de sistemas de transporte público.</p>Iran Gonçalves Vieira NetoAntônio Claudio Dutra BatistaNelson de Oliveira Quesado FilhoFrancisco Moraes de Oliveira Neto
Copyright (c) 2026 Iran Gonçalves Vieira Neto, Antônio Claudio Dutra Batista, Nelson de Oliveira Quesado Filho, Francisco Moraes de Oliveira Neto
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2026-03-092026-03-0934e3207e320710.58922/transportes.v34.e3207Análise econômica de ferrovias urbanas deficitárias visando modelo inovador de concessão: um estudo aplicado à CBTU-JP
https://transportes.anpet.org.br/anpet/article/view/3102
<p>O transporte ferroviário urbano de passageiros no Brasil enfrenta desafios estruturais recorrentes, como a ausência de planejamento integrado, políticas públicas ineficazes, infraestrutura precária e baixo volume de investimentos. Diante desse contexto, as concessões têm sido adotadas como principal estratégia para viabilizar investimentos no setor. No entanto, o modelo tradicional de concessão apresenta limitações significativas, como elevados custos iniciais, remuneração tardia e incerta, além da complexidade da gestão ao longo do contrato. Como Alternativa, a Engenharia Territorial propõe uma nova abordagem ao incorporar projetos produtivos capazes de impulsionar o desenvolvimento econômico local. Parte-se do pressuposto de que o crescimento econômico regional pode servir de base para o financiamento dos investimentos públicos por meio do aumento da arrecadação fiscal. A pesquisa adotou a cadeia de valor cultural das cidades atendidas pela CBTU João Pessoa, utilizando o conceito de programas territoriais para delimitar áreas no entorno das estações destinadas à instalação de novos empreendimentos do setor cultural. O objetivo foi gerar multiplicadores fiscais para subsidiar os aportes públicos no projeto de concessão. Os resultados esperados devem fornecer subsídios para o desenvolvimento de uma proposta para uma nova modelagem de concessão, financeiramente equilibrada, atrativa ao setor privado e com sustentabilidade econômica de longo prazo.</p>Rodolpho Rodrigues SoaresAnísio BrasileiroMaurício Oliveira de AndradeJoaquim José Guilherme de Aragão
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2026-03-252026-03-2534e3102e310210.58922/transportes.v34.e3102