Desempenho de pontes sob cheias extremas e lacunas regulatórias: evidências das cheias de 2024 no Rio Grande do Sul
DOI:
https://doi.org/10.58922/transportes.v34.e3234Palavras-chave:
Pontes; Cheias extremas; Normativas técnicas; Resiliência estrutural; Adaptação climática.Resumo
As enchentes extremas de 2024 no Rio Grande do Sul (RS) afetaram mais de 1.300 pontes rodoviárias, configurando um dos maiores episódios de comprometimento da infraestrutura viária no Brasil. Este estudo analisa 13 pontes danificadas na região central do RS, confrontando evidências de campo, modelagem hidrológica-hidráulica com critérios normativos vigentes (ABNT, DNIT e DAER-RS) e recomendações de adaptação climática da Nota Técnica IPH-UFRGS (2024). Os resultados sugerem que a magnitude da vazão de pico, isoladamente, não explica plenamente os danos observados, indicando a necessidade de considerar mecanismos hidráulico-estruturais adicionais. Abordagens simplificadas, baseadas em escoamento uniforme e velocidades médias, mostraram-se insuficientes para representar as solicitações hidrodinâmicas. Medições de campo indicaram velocidades desuniformes superiores a 6,0 m.s-1. Processos erosivos ocorreram em 77% das pontes e submersão total da superestrutura em cerca de 85% dos casos. Também foram observados efeitos associados ao acúmulo de detritos, obstrução hidráulica, instabilidade de margens e limitação da altura livre. A comparação com diretrizes internacionais reforça a necessidade de critérios orientados por desempenho e risco, especialmente para condições associadas a eventos extremos.
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Última atualização: 27.11.2025




